sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Projetos para o futuro

“Do homem são as preparações do coração,

mas do Senhor a resposta da boca.”

Provérbios 16:1

Mais um ano se passou e, para a glória de Deus, estamos aqui a caminho de um novo tempo, em que depositamos esperança, confiança e a certeza do novo. Parece bobagem, mas a passagem de um tempo para o outro deve sim representar o fechar de um ciclo e o abrir de outro.

São tantos sonhos, planos, promessas e projetos, mas uma coisa é certa, devemos deixar nas mãos de Deus. Só Ele sabe o que é melhor para nós e sabe de nosso futuro. 2010 foi um ano como outros anos, porém para cada um tem um significado diferente.

Lágrimas, sorrisos, tristeza, alegria... amores, decepções, saudade, reencontros, Deus, muito Deus. Tudo isso teve na vida de todos, uns em doses maiores. Outros menores, mas amamos, sentimos, sofremos...afinal, somos seres humanos.

2010 pode ter sido o pior, o melhor ou um ano qualquer, mas grande parte dos brasileiros está esperando um 2011 bem melhor. Com menos tragédias e mais alegrias.

Só não devemos esquecer de Deus, do criador de todas as coisas, Ele sim sabe de tudo e nEle devemos confiar, ter fé, pois somo como “vapor que aparece por um pouco e, depois se desvanece.” TG 4:14

Feliz 2011, que Deus abençoe cada um

Thayra Azevedo

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lançamento do Mania de Escrever

A equipe do Volta Cultural com a jornalista mais linda, Giovana Damaceno
A estrela do dia
Ela e eu
Ela entre nós, os prefaciadores

Ontem foi uma noite muito especial. Foi o lançamento do livro “Mania de Escrever”, da minha linda titia Giovana Damaceno, minha jornalista favorita, na livraria Veredas, em Volta Redonda. Foi um momento de muito alegria e emoção. Eu fui representando o jornal Volta Cultural e, claro, me representando, pois junto com mais quatro queridos (Amanda Canuto, Ananda Valente, Leslie Assis e Jader Moraes) escrevi o prefácio do livro desta grande jornalista.

O Mania de Escrever é uma reunião de 40 crônicas, postadas em seu blog e no jornal Volta Cultural, que marcaram a idade que ela diz, ter a despertado para vida. Como a própria Giovana diz: “Mania de Escrever” é algo que faço desde os 14 anos, com rabiscos em cadernos, blocos de anotações, folhas soltas, bilhetinhos. Em tudo e para tudo há motivo para puxar caneta ou lápis e registrar desde observações até vagos pensamentos. Letras, frases, palavras soltas”, diz a escritora.

O livro está sendo lançado por uma editora on line. No site do Clube de Autores qualquer autor pode publicar seu livro. Em poucos dias o livro chega pelos Correios. Esse novo formato de publicação foi criado para dar maior oportunidade a autores independentes e é, no mínimo, uma ideia inovadora.

A noite foi de ‘gala’, com muitos sorrisos, abraços e autógrafos, e claro, autenticidade, palavra que define Giovana. Parabéns querida, você merece. E como escrevemos no prefácio. Foi mesmo uma grande responsabilidades, pois você nos alfabetizou ‘jornalisticamente’.

Bacalhau finlandês com tempero da Jamaica

Penedo, distrito de Itatiaia, RJ. Colonizado pelos finlandeses a partir de 1927, mantém a tradição do país, com fortes características dessa cultura, como as danças, as construções e, a gastronomia, sendo, talvez, a única colônia finlandesa do Brasil. A tradição brasileira é o Carnaval, na Finlândia é o Natal. A lenda acredita que o bom velhinho vive o ano inteiro escondido entre a neve e os pinheiros que formam o cenário finlandês, lendo cartinhas das crianças.

Como em toda boa festa de Natal não pode faltar as comidas típicas, trazemos a culinária Finlandesa. Na Finlândia ocidental nota-se a influência da Suécia, e na Finlândia oriental, a influência da região da Carélia. O prato em comum é o presunto de Natal, que não muito diferente das tradições que carregamos pode ser substituído pelo peru e até mesmo pelo salmão cru salgado. Mas não poderia faltar o bacalhau, o queridinho das ceias, que este ano parece que estará mais presente que o churrasco brasileiro. Na Finlândia ele é preparado com pimenta da Jamaica, batatas cozidas, e molho, mas há também porco assado, tender, batatas recheadas, purês guisados de beterraba e batata e as papas de arroz. Apesar da riqueza da cultura é difícil encontrar uma receita tradicional da Finlândia. O VOLTA CULTURAL uniu então, alguns dos ingredientes e preparou um bacalhau natalino by Finlândia, com tempero de Jamaica.

Receita:

Alho socado - Tomates em rodelas - Batatas em rodelas já pré-cozidas - 1Kg de bacalhau dessalgado e cortado em pedaços - Cebolas em rodelas - Pimentão em rodelas - Pimenta da Jamaica - Azeite virgem extra

Modo de Preparo:

1- Numa panela grande coloque azeite a gosto e o alho para dourar. Coloque em seguida as postas de bacalhau, e tempere a gosto com a pimenta da Jamaica. Deixe o bacalhau cozinhando.

2- Depois do bacalhau cozido um pouco, coloque as cebolas, o tomate e o pimentão. Tampe e deixe pegar o sabor.

3- Em seguida coloque uma camada das batatas e deixe cozinhar mais um pouco.

Experimente o tempero e se preferir coloque hortelã. E para incrementar a moda brasileira, coloque requeijão e azeitonas e sirva com arroz.

Thayra Azevedo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Escrever...

Falar das coisas que amamos é tão mais simples, é tão mais gostoso e mais apaixonante.

Escrever é uma arte, retrato da alma e do coração... escrever faz parte da minha vida e das minhas emoções. É a forma que encontro de desabafar ou até mesmo de me camuflar... em mim, nos outros, nas palavras.

Para escrever é preciso inspiração, por coisas, pessoas, ou por palavras soltas, jogadas em livros, blocos e folhas, muitas folhas de papel, quase em branco.

Escrever é retrato da alma, registrado com simplicidade e delicadeza, escrever se tornou uma das razões do meu viver...

Thayra Azevedo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Clarice Lispector: Alma e sangue... literatura e arte... Enigma e verdade

A palavra, a escrita sempre foi seu maior amor, seu maior prazer. Já dizia ela que sua vida era escrever, escrever. Clarice Lispector é uma mulher de alma vibrante. Digo é, porque ainda permanece viva em nossas lembranças, na literatura e em nosso coração. Ousada, delicada essa brilhante escritora, cronista, poetisa, nascida durante a viagem de emigração da família em direção à América, em uma cidadezinha da Ucrânia, no dia 10 de dezembro, marcou e ainda marca as gerações com seus textos e pensamentos. Muitos deles profundos, que serviam de refúgio, ou simplesmente de desabafo para alma. Alma que ela descrevia ser solitária mesmo rodeada pelos filhos .

Sua maior companheira era a máquina de escrever, o som dos dedos tocando as letras, que a acompanhava por horas, de dia, tarde, noite e madrugadas, muitas delas de insônia. E o que restava a Clarice... escrever.

São muitas obras, muitas crônicas. Muitas publicadas no Jornal do Brasil no período de 967 a 1973, mas todas têm características em comum, a alma e a profundidade de Clarice. Seus textos, frases e pensamentos soltos revelavam que ela mesma se considerava uma incógnita: "Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".

Sou muito suspeita para falar desta mulher. Que de muitos autores foi a que mais me identifiquei, a que mais conseguiu revelar o que passa dentro de mim, através de suas eternas palavras.

Conheci Clarice de ouvir falar, hoje posso dizer que a conheço de lado a lada com ela andar, nas leitoras e nos livros que guardo em minha estante, ou os que ficam em minha cabeceira. Ontem mesmo li Clarice, pois estava morrendo de saudades, mas não sabia que hoje era aniversário de sua morte (9 de dezembro) e amanhã (10 de dezembro) ela completaria 90 anos de literatura, pois pessoas como ela já nascem com o dom, o de transformar palavras em flores e amores.

Parabéns Clarice!

Thayra Azevedo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Agradecimentos públicos

Coloco na íntegra meus agradacimentos presente na monografia

"DEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém" (Romanos 11.36). Agradeço a Deus, sempre em primeiro lugar, que mais do que nunca esteve ao meu lado como um Pai presente e fiel. Enxugou minhas lágrimas, amenizou minhas dores, me proporcionou sorrisos e alegrias durante estes quatro anos de jornada.

À minha família, mãe Waleria, irmã Fernanda, irmão Rodrigo e avó Wolda, que me orientaram, me abraçaram e, mais do que isto, me incentivaram a prosseguir, acreditando na minha capacidade. Sem deixar de mencionar meu cunhado João Paulo e minha irmã de coração Thaís Mattos.

Ao Vinícius, por ter tornado meus dias mais doces, por ter prosseguido ao meu lado durante estes anos. Por ter sonhado e me ajudado a sonhar.

Aos meus professores, amigos e jornalistas Fernando Pedrosa, Giovana Damaceno e Fernanda Cupolillo, que mesmo longe estiveram ao meu lado, em meu coração, em minhas memórias e nos e-mails trocados. Fernanda merece mais que agradecimentos, pois devo a ela esta oportunidade única de escrever sobre minhas duas paixões: jornalismo e gastronomia.

Agradeço aos meus amigos. Ao meu apóstolo Gabriel Silva e minha amiga Ângela Augusta, que oraram por mim todo tempo. À Leslie, amiga, companheira de faculdade e chefe, por entender este momento tão especial. À Vania Lee, pelo carinho e ajuda nas correções desta pesquisa e a todos que de alguma forma participaram da construção deste sonho.

Thayra Azevedo

Jornalismo Gastronômico

Apresentando ao mundo minha filha- traduzindo apresentando à banca minha monografia
@amandinhacanuto, @taynahandrade, a orientadora mais linda do mundo @minimalismos, eu @thayraazevedo e @jadermoraes. A orientadora e suas quatro crias
Anja Fernanda Cupolillo, a orientadora mais fofa do mundo. Obrigada por tudo!
@donaervilha, ops Sarah Fofa Nery. Por ela tenho: ADIMIRAÇÃO
Ganhamos presente! Oba \o/ e junto muitas lágrimas e emoções

Na última segunda-feira, dia 6/12 eu concluí mais um sonho da minha vida e, consequentemente marquei o fim ou o início de mais uma etapa: apresentei minha monografia.

Ando muito distante deste espaço, que faço de jardim das flores da minha vida. Me dediquei mais que meses à minha filha, a minha monografia, unindo duas paixões da minha vida: jornalismo e gastronomia. Escrevi um trabalho inovador que, tirando artigos acadêmicos, pode ser um dos dez primeiros na área de jornalismo gastronômico no Brasil. Confesso, aprendi muito e me surpreendi também com esse tema que poderia dar juz ao preconceito que as pessoas tem de considerar o jornalismo gastronômico algo secundário, pois já enfrenta a dificuldade de estar inserido na editoria de cultura, que já é vista como algo menos valorizado. Com ajuda de Deus e da minha orientadora Fernanda Cupolillo eu consegui torna-lo interessante, a ponto da banca dizer que ele era tão leve e gostoso, que a vontade era não parar de lê-lo.

Chorei, me emocionei. Como a minha orientadora disse: Tive uma dedicação e amor de mãe. Fato. Amei escrever cada palavra, cada linha, cada parágrafo. Além disso, como uma das professoras da banca disse, por mais que ela não me conhecesse dava para ver muito de mim no trabalho, um pouco do reflexo da minha alma. Acredito que seja verdade. Sou uma pessoa de personalidade leve e doce e foi exatamente isso que as pessoas disseram do meu trabalho. Obrigada, Senhor por isso! A Glória é para ti.

Como ia dizendo... apresentei! Concluí com louvor (a Deus, claro), os quatro anos da faculdade de jornalismo, com um tema lindo e que amo: gastronomia.

Valeu a pena ficar longe daqui, longe de coisas que amo e de algumas pessoas também. Pretendo seguir esta área encantadora e aprender cada vez mais. Aprendi muito, descobri que tem coisas mais profundas e a serem descobertas nesta nova vertente do jornalismo cultural, do que podemos imaginar. Afinal, “Na medida em que gastronomia é cultura, gastronomia expressa os hábitos culturais de cada povo”, como diz a querida jornalista gastronômica e chef de cozinha Rebeca Lockwood.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Considerações quase finais

Estou na reta final de quase tudo. Monografia faltando pequenos ajustes, dia da apresentação se aproximando... e o frio na barriga cada vez mais forte. Mas não posso esquecer que esses quatro anos foram especiais para mim. Fazer jornalismo foi descobrir um amor ao trabalho, um amor que estava em mim, e eu não sabia. Esse último ano, em especial, foi estranho, corrido e ao mesmo tempo gostoso. Consegui unir em um trabalho minhas duas paixões; jornalismo e gastronomia, desenvolvendo uma monografia que pode ser a décima, se dirá a quinta sobre o tema. Em alguns dias eu serei uma jornalista de verdade, por formação. Está chegando... obrigada a todos que contribuíram para este sonho se tornar real. Em Deus tudo é possível!