segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nosso curta!

Hoje vim falar de algo muito bacana. Para quem não sabe, em três meses, eu me formo na faculdade de jornalismo, e no período passado (7º), na disciplina de cinema, produzimos um curta. E eu fui uma das atrizes rsrs... insistiram muito para eu fazer. E deu certo. Saiu bem natural. Eu gostei!!!!

Coloco aí o “Pirâmide Invertida”, partes I e II. beijos

Parte I

Parte II

“Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão”.

Clarice Lispector

Do dia

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Amizade não tem nada a ver com raça

Quem é de Volta Redonda já deve ter visto a nova campanha do Vira-Lata, "Vira-Lata solta os bichos". São lindos os busdoor. Vou colocar o que achei mt foto aí. beijos e visitem http://www.vira-lata.net/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

...

"Não me corrija.

A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim.

E se você me achar esquisita, respeite também.

Até eu fui obrigada a me respeitar."

Clarice Lispector

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Hoje, 19 de agosto é o Dia mundial da Fotografia

“A fotografia nunca se revela por inteiro quando você se desmancha por alguém. Essas relações lembram uma foto polaroid: a imagem vai aparecendo aos poucos. Algumas coisas se distanciam do sentimento original, mas isso é a vida.” Mia Farrow

Apesar de não ser o dia do profissional de fotografia, tenho que homenagear nossa fotógrafa e diretora executiva, Angela do Bem, pois é através do olhar dela que temos a oportunidade de ver lindos momentos registrados. Viva a fotografia!

Volta Cultural no twitter

sábado, 14 de agosto de 2010

Fim de tarde

Fim de tarde na redação... foto: Thayra Azevedo

"O segredo da felicidade consiste não em fazer o que se gosta,

mas em gostar do que se faz."

James M. Barrie (jornalista e dramaturgo escocês)

Sobrecarga de trabalho deixa jornalista cada vez mais doente

Por Elaine Tavares - Jornalista

O psicólogo Roberto Heloani, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, levantou um perfil devastador sobre como vivem os jornalistas e por que adoecem. O trabalho ouviu dezenas de profissionais dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir do método de pesquisa quantitativo e qualitativo, envolvendo profissionais de rádio, TV, impresso e assessorias de imprensa.

Um dado interessante da pesquisa é que a maioria do pessoal que trabalha no jornalismo é formada por mulheres e, entre elas, a maioria é solteira, pelo simples fato de que é muito difícil encontrar um parceiro que consiga compreender o ritmo e os horários da profissão. Nesse caso, a solidão e a frustração acerca de uma relação amorosa bem sucedida também viram foco de doença.

Heloani percebeu que as empresas de comunicação atualmente tendem a contratar pessoas mais jovens, provocando uma guerra entre gerações dentro das empresas. Como os mais velhos não tem mais saúde para acompanhar o ritmo frenético imposto pelo capital, os patrões apostam nos jovens, que ainda tem saúde e são completamente despolitizados. Porque estão começando e querem mostrar trabalho, eles aceitam tudo e, de quebra, não gostam de política ou sindicato, o que provoca o enfraquecimento da entidade de luta dos trabalhadores. “Os patrões adoram, porque eles não dão trabalho”.

Experiência comprometida

Outro elemento importante desta “jovialização” da profissão é o desaparecimento gradual do jornalismo investigativo. Como os jornalistas são muito jovens, eles não têm toda uma bagagem de conhecimento e experiência para adentrar por estas veredas. Isso aparece também no fato de que a procura por universidades tradicionais caiu muito. USP, Metodista ou Cásper Líbero (no caso de São Paulo) perdem feio para as “uni”, que são as dezenas de faculdades privadas que assomam pelo país afora.

“É uma formação muitas vezes sem qualidade, o que aumenta a falta de senso crítico do jornalista e o torna mais propenso a ser manipulado”. Assim, os jovens vão chegando, criando aversão pelos “velhos”, fazendo mil e uma funções e afundando a profissão.Um exemplo disso é o aumento da multifunção entre os jornalistas mais novos. Eles acabam naturalizando a idéia de que podem fazer tudo, filmar, dirigir, iluminar, escrever, editar, blogar etc.

Danos físicos e mentais

A jornada de trabalho, que pela lei seria de 5 horas, nos dois estados pesquisados não é menos que 12 horas. Há um excesso vertiginoso. Para os mais velhos, além da cobrança diária por “atualização e flexibilidade” há sempre o estresse gerado pelo medo de perder o emprego. Conforme a pesquisa, os jornalistas estão sempre envolvidos com uma espécie de “plano B”, o que pode causar muitos danos a saúde física e mental. Não é sem razão que a maioria dos entrevistados não ultrapasse a barreira dos 20 anos na profissão. “Eles fatalmente adoecem, não agüentam”.

O assédio moral que toda essa situação causa não é pouca coisa. Colocados diante da agilidade dos novos tempos, da necessidade da multifunção, de fazer milhares de cursos, de realizar tantas funções, as pessoas reprimem emoções demais, que acabam explodindo no corpo. “Se há uma profissão que abraçou mesmo essa idéia de multifunção foi o jornalismo. E aí, o colega vira adversário. A redação vive uma espécie de terrorismo às avessas”.

Dependência química

Conforme Heloani, esta estratégia patronal de exigir que todos saibam um pouco de tudo nada mais é do que a proposta bem clara de que todos são absolutamente substituíveis. A partir daí o profissional vive um medo constante, se qualquer um pode fazer o que ele faz, ele pode ser demitido a qualquer momento. “Por isso os problemas de ordem cardiovascular são muito frequentes. Hoje, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e o fenômeno da morte súbita começam a aparecer de forma assustadora, além da sistemática dependência química”.

O trabalho realizado por Roberto Heloani verificou que nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro mais de 90% dos jornalistas já não têm carteira assinada ou contrato. Isso é outra fonte de estresse. Não bastasse a insegurança laboral, o trabalhador ainda é deixado sozinho em situações de risco nas investigações e até na questão judicial. Premidos por toda essa gama de dificuldades os jornalistas não têm tempo para a família, não conseguem ler, não se dedicam ao lazer, não fazem atividades físicas, não ficam com os filhos. Com este cenário, a doença é conseqüência natural.

Síndrome do pânico

O jornalista ganha muito mal, vive submetido a um ambiente competitivo ao extremo, diante de uma cotidiana falta de estrutura e ainda precisa se equilibrar na corda bamba das relações de poder dos veículos. No mais das vezes estes trabalhadores não têm vida pessoal e toda a sua interação social só se realiza no trabalho.

Segundo Heloani, 80% dos profissionais pesquisados têm estresse e 24,4% estão na fase da exaustão, o que significa que de cada quatro jornalistas, um está prestes a ter de ser internado num hospital por conta da carga emocional e física causada pelo trabalho. Doenças como síndrome do pânico, angústia, depressão são recorrentes e há os que até pensam em suicídio para fugir desta tortura, situação mais comum entre os homens.

O resultado deste quadro aterrador, ao ser apresentado aos jornalistas, levou a uma conclusão óbvia. As saídas que os jornalistas encontram para enfrentar seus terrores já não podem mais ser individuais. Elas não dão conta, são insuficientes. Para Heloani, mesmo entre os jovens, que se acham indestrutíveis, já se pode notar uma mudança de comportamento na medida em que também vão adoecendo por conta das pressões. “As saídas coletivas são as únicas que podem ter alguma eficácia”, diz Roberto.

Pressão e sobrecarga

Apesar de a amostragem da pesquisa envolver apenas dois estados brasileiros, o relato imediatamente foi assumido pelos delegados ao Congresso de Santa Catarina – que aconteceu de 23 a 25 de julho – evidenciando assim que esta é uma situação que se expressa em todo o país.

Quanto à solução das saídas coletivas, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Rubens Lunge, não tem dúvidas. “É só amparado pelo sindicato, em ações coletivas, que os jornalistas encontrarão forças para mudar esse quadro”. Rubens conta da emoção vivida por uma jornalista na cidade de Sombrio, no interior do estado, quando, depois de várias denúncias sobre sobrecarga de trabalho, ele apareceu para verificar. “Ela chorava e dizia, `não acredito que o sindicato veio´. Pois o sindicato foi e sempre irá, porque só juntos podemos mudar tudo isso”. Rubens anda lembra dos famosos pescoções, praticados por jornais de Santa Catarina, que levam os trabalhadores a se internarem nas empresas por quase dois dias, sem poder ver os filhos, submetidos à pressão, sem dormir. “Isso sem contar as fraudes, como a do Diário do Oeste, em Concórdia, que não tem qualquer empregado. Todos foram transformados em sócios cotistas. Assim, ou se matam de trabalhar, ou não recebem um tostão”.

Realidade nacional

Segundo Heloani, a mídia é um setor que transforma o imaginário popular, cria mitos e consolida inverdades. Uma delas diz respeito à própria visão do que seja o jornalista. Quem vê a televisão, por exemplo, pode criar a imagem deformada de que a vida do jornalista é de puro glamour.

A pesquisa de Roberto tira o véu que encobre essa realidade e revela um drama digno de Shakespeare. Nela, fica claro que assim como a mais absoluta maioria é completamente apaixonada pelo que faz, ao mesmo tempo está em sofrimento pelo que faz, o que na prática quer dizer que, amando o jornalismo eles não se sentem fazendo esse jornalismo que amam, sendo obrigados a realizarem outra coisa, a qual odeiam. Daí a doença!

A pesquisa de Roberto Heloani é um retrato vivo, chaga aberta, de uma realidade nacional. Os jornalistas espelhados aqui têm uma única opção: lutar de forma conjunta, unificados e dentro dos sindicatos. As derrotas vividas com a decisão do STF fragilizam e consomem ainda mais os profissionais, mas a história humana está aí para mostrar que só a luta muda as coisas. Saídas individuais podem servir a um ou outro, mas quando uma categoria luta junto, ela vence! Assim é!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"Meia hora com Jesus"

Hoje cedo, a caminho do trabalho passei em frente a uma igreja Metodista e reparei um banner pendurado no portão, nele estava escrito “Meia hora com Jesus”, meu olhar passou rápido e logo voltou para conferir as letras estampadas no cartaz. Essa simples frase me fez vir refletindo por todo meu caminho, até chegar ao trabalho.

Se todos os dias nós tivermos meia hora com Jesus, seremos pessoas mais leves, calmas e felizes. Pois o que são 30 minutos? Se tirarmos 10 min de manhã, 10 à tarde e mais 10 antes de dormir, já é uma vitória, e se mudarmos de 10 para meia hora por período, nem se fale!

Claro, com a vida que temos levado, são raros os minutos de folga, mas para Deus nada é impossível e vale a pena.

Confesso que tempo livre é algo raro para mim, não que eu desgoste de trabalhar, mas a vida de correria e preocupações não foi a que sonhei, no entanto, por enquanto, foi a que escolhi.

Vamos pensar com carinho em tirarmos minutos para Jesus. Aquela frase foi convidativa e chamou minha atenção, não sei se todos que passaram por ali tiveram a mesma percepção, ou se o objetivo da igreja era esse também, mas tenho certeza de quem leu sentiu algo.

Vamos tentar tirar, meia hora, 40 minutos, uma hora para Jesus, ele “tirou” a vida dEle inteira por nós, então podemos fazer nossa parte, não é verdade?!

Thayra Azevedo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Luz do Mundo

*Bola de Neve

Luz do mundo,

Sal da terra,

Vai à fundo,

E não desista da guerra.

Já me liguei,

Esse é mais um novo dia,

Pra guerrear, guerrear,

Toda força e proteção

Só dependem da fé que temos no Senhor.

Você me diz:

O que vem debaixo não me atinge

Mas já posso ver os seus olhos escorrer

Lágrimas que rolam de tristeza,

Porém não chore agora eu sei,

O pranto dura apenas uma noite,

Basta querer entender.

Essa mensagem que é pra mim e pra você.

Então se liga.

Luz do mundo,

Sal da terra,

Vai à fundo

E não desista da guerra (...)

Você vai ver o céu se abrindo pra você.

Luz do mundo,

Sal da terra,

Vai à fundo

E não desista da guerra.