quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Faça o que eu digo, não o que eu fiz

Jovem, seja exemplo!

Sou jovem, tenho 22 anos, sou cristã e tento seguir o melhor caminho para mim, mas nem sempre consigo. Já namorei, desnamorei... me apaixone (e como), me iludi, vivi, aprendi, cresci... e amadureci.
Estou recém separada. Assim que me sinto, termei um noivado de um relacionamento de 4 anos de muito amor e ‘quase’ casamento. Estou bem, confesso que ainda catando os retalhos do meu coração, mas bem e certa do que fiz.
Esses dias conversando com um amigo, de 16 aninhos tentei dar alguns conselhos para ele, embora eu saiba que ele não os colocará em prática. Me senti na obrigação de alertá-lo, sei que as palavras não voltam vazias! Ele é novinho, muita vida pela frente, é homem... não deve se preocupar tanto em namorar e sim pensar na vida profissional, nos estudos. Mas e os hormônios, onde ficam? É... esses são mesmo difíceis de controlar, por isso digo faça o que eu digo, não o que eu fiz...
Não me arrependo, mas se eu tivesse a idade dele tereia escolhido não namorar tão cedo... eu ia me casar aos 18 anos, isso é realmente preocupante. Hoje com 22, quase 23 agradeço a Deus por não ter me precipitado tanto! Ufa, que alívio!
Quando falo isso, é justamente porque sei que na religião que escolhemos seguir, o casamento é um grade próposito de vida e aos 16 anos não vamos pensar em casamento, né? Por isso as vezes é mais fácil evitar namorar ou se envolver com alguém do que deixar acontecer. Falar isso para um adolescente é a mesma coisa que xingá-lo, se eu não fiz isso eles também não irão. Embora, exista quem pense assim e se guarde para namorar no momento certo.
Com a maturidade que tenho hoje, eu sei que seria melhor para mim, porque cada pessoa que me envolvi entreguei parte de mim, do meu coração. Gostei mais do que gostaram de mim... fui muito rejeitada e confesso, me recupero da última rejeição até hoje, sem nenhuma vergonha, apenas com alguns cacos no coração.
Li há um tempo um texto perfeito, tentei proucurá-lo na internet, mas não o encontrei. Ele relatava a história de um casal de namorados, se preparando para casar e ela teve um sonho. No dia do casamento deles, na hora do sim, se formou uma fila de meninas atrás dela para ouvir dele o mesmo sim. O que isso significa? Todas as meninas que ele prometeu amor, se envolveu, magoou e deixou. Cada relacionamento que consumamos, parte de nós vai junto e aos 16 anos até os 26, idade aproximada de se casar, podemos nos  envolver com muitas pessoas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Entrevistando e tietando parte II


Não pude deixar de postar minha foto com a linda e simpática Isabel Fillardis.
Foto de @leonanclaro

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Não parece tão fácil

Olho no espelho e não me reconheço mais
As cascas caíram, a velha eu se transformou com o tempo
Não me arrependo de nada que fui e que fiz
Mas não existe mais lugar para sonhos antigos, para medos temporários e até mesmo para ilusões perdidas
As antigas roupas rasgadas foram subsituídas por novas vestes

Vestes de alegria e amadurecimento, vestes de liberdade e de sanidade
Consigo voar sem medo, voar com vontade de crescer e aprender
Sem precisar temer... sem precisar entender meus tropeços

Alguns dias a leve brisa traz a saudade daquilo que vivi, mas não do que fui
Não sinto vontade de voltar, quero seguir e viver o que tem daqui para frente
Se for para ser vou me esbarrar com pessoas que me fizeram crescer
O hoje vivo aqui, mas o amanhã ainda não sei

Hoje sinto que não sou mais nada daquilo que um dia fui
Hoje sinto que já não tenho mais os mesmos anseios que antes
Hoje sinto que daqui para frente será diferente, mas não será nada fácil

Thayra Azevedo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Simples


"O gesto mais simples é capaz de me fazer apaixonar.
Não precisa de muito, apenas de sinceridade! "
Thayra Azevedo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Melancolia para um início de ano


Segundo dia do ano de 2012, parece que nada mudou dentro de mim. A passagem de um ano para outro não alterou a ordem das minhas emoções, parece até mesmo que não fez cosquinha.

Todo início de ano, é natural se fazer planos, traçar metas e desejar que muitos sonhos sejam realizados. Sonhar com mudanças, em começar aquela dieta que planejou por tempos, parar com algum vício, estudar, ler mais. Não importa, sempre se planeja algo. Já se passaram 24 horas que o ano virou e eu continuo exatamente da mesma maneira. Sem desejar, sem sonhar com o novo, sem sair do meu caminho. Me sinto estranha, me sinto diferente de todas as vezes que o ano virou, me sinto normal e encorajada a enfrentar a vida de peito aberto.

Sinto-me completamente certa do que eu espero para mim, me sinto madura, talvez, compreendendo que eu não preciso que o ano vire para eu desejar mudança, para eu começar a ser ou a pensar de maneira diferente, simplemente preciso que algo dentro de mim sinta-se motivado para viver uma grande transformação e é exatamente isso que vivo no momento, uma mutação enorme, que as vezes não me permite parar e desejar que os momentos bons se repitam em minha vida, sinto vontade do novo a cada momento, me sinto adulta.

Em 2011 eu chorei, cresci, vivi, me apaixonei, me apaguei e me desapaguei, mudei meus caminhos por uma escolha, e depois de meses vivo o reflexo desta escolha, que mudou anos em horas. Não consigo me ver mais como aquela que iniciou o ano de 2011. Doze meses se passaram e eu mudei junto com eles, a cada dia uma casquinha caia e dava lugar a uma nova pele, a uma nova pessoa e até a uma nova mulher.

Me olho no espelho e não vejo marcas da velha eu. Me surpreendo com minhas reações diante de situações que não imaginei passar. Me surpreendo com as minhas palavras seguras e maduras, principalmente com a ideia de que não quero retroceder e viver o que vivi antes, mesmo os momentos mais felizes, sinto vontade de viver daqui para frente o novo, pode ser com pessoas velhas, mas que sejam momentos únicos e novos.

Diante de tantas emoções pulsando em meu coração, me perco nas palavras, sem saber como dominá-las, me deixando dominar por elas. De mim não saem mais rimas coerentes, ou textos alicerçados, apenas sentimentos soltos que se transformam em textos ou em frases. Não estou perdida, não estou confusa, apenas estou entendo que amadureci, que posso voar sozinha e que não preciso que o ano vire para eu me sentir assim, quase completa e motivada a recomeçar!

E para o primeiro post do ano, digo para mim: “Bem vinda ao mundo adulto!”