quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como se fosse a primeira vez

Vivi assim por muitas fases, anos, temporadas de cinza. Daí veio essa última paixão avassaladora. E de repente sei de novo como é me sentir viva pra valer. Inteira – não porque a paixão me complete, mas porque me faz ser mais verdadeira do que nunca

Texto: Roberta Faria

Tenho andado apaixonada. Imensamente apaixonada, pra ser sincera. Sabe aquelas bobagens que dizem? Ah, eu sinto todas: há borboletas na minha barriga, ando flutuando em nuvens, vejo o mundo cor-de-rosa e, se bobear, até fogos de artifício escuto.

Daí dão aqueles cinco minutos, e me acho ridícula: afe, não tenho mais idade para acreditar nesse tipo de mágica. Feito verão fora de época, daqui a pouco o transtorno passa – sempre passa, eu sei, já estive aqui antes.

Mas a verdade é que não quero que passe. E não (só) porque desta vez é diferente (embora ache que seja. A gente sempre acredita que a última paixão é a melhor de todas). Não quero que acabe porque essa paixão enorme de agora me fez perceber quanto tempo perdi vivendo desencantada.

É como a história do sapo na panela. Dizem que, se você jogar um sapo na água fervendo, ele sente a quentura e salta fora de pronto. Agora, se colocar o pobre sapo na panela com água fria, acender o fogo baixo, e a temperatura for subindo aos pouquinhos, ele nem percebe: morre cozido, sem tentativa de fuga.

Acho que se desapaixonar também é assim. Quando viu, a paixão passou, sumiu, mal se lembra como era. A vida continua. E fácil, fácil, assim como o sapo cozinha, a gente se acostuma a viver desapaixonado. No morno dos dias sem sal nem graça. Fazendo por fazer o que tem de ser feito – e achando que isso é tudo e nos basta.

Vivi assim por muitas fases, anos, temporadas de cinza. Daí veio essa última paixão avassaladora. E de repente sei de novo como é me sentir viva pra valer. Inteira – não porque a paixão me complete, mas porque me faz ser mais verdadeira do que nunca. Mais: me faz querer ser uma versão melhor de mim mesma. E acordo contente, durmo contente, rio sem motivo no meio do dia, com a certeza de que tudo no mundo vai dar certo agora.

Isso é o mais bonito: a paixão transborda. Pode ser paixão por alguém ou por alguma coisa – um trabalho, um plano, uma ideia, uma música até, dessas tão boas que a gente ouve sem parar. Ela inspira e contamina o resto da vida: apaixonados, tudo nos parece melhor, mais fácil, mais bonito. Os problemas importam menos, a gente releva as dificuldades, quer tanto (e tem tanto medo de não ter) que se dispõe a tudo.

Ai, ai, não quero que isso passe. Mesmo não tendo a menor ideia de como evitar que se esgote. Mesmo que entenda: é um ciclo. Mesmo sabendo que é ingênuo achar que a paixão pode ser permanente. Talvez não possa – mas, quem sabe, a gente consiga renová-la?

Quem sabe. Quem sabe a gente consiga enganar o tempo e a acomodação, desapegar-se do cinismo e do desencanto com o que não deu certo antes. E possa, enfim, se apaixonar mais uma vez. Por algo novo ou por algo velho. Não precisa ser amor: paixão vale pra tudo. Ela é nossa, só nossa, nunca está no outro: a gente que a põe nas coisas, quando as enxerga com olhos de primeira vez – mesmo que já tenha visto o filme tantas vezes antes.

Esta edição está cheia de histórias de pessoas arrebatadas. Algumas permaneceram em suas paixões, outras mudaram muitas vezes. Não encontramos uma fórmula. Mas há um ponto comum entre esses personagens: o desassossego. Talvez a única prevenção contra a falta de paixão na vida, afinal, seja a vontade louca (e feliz, e libertária, e tão corajosa) de se apaixonar de novo. E de novo. E de novo. Tantas vezes quanto quisermos. Eu quero.

domingo, 24 de outubro de 2010

Parabéns, Vovó

Hoje minha vozinha faz 72 aninhos. Não sei muito o que falar, acredito que EU TE AMO diz tudo!
"Ensina-nos a contar nossos dias, de tal maneira que
alcancemos corações sábios". Salmos 89:12

O Segundo turno

As primeiras eleições passaram e já estamos indo para a do segundo turno, e eu tinha decidido não me manifestar, no entanto para esta li alguns textos que me provocaram questionamentos. Desde que eu me entendo como uma pessoa de opinião percebi que o Brasil mudou sim, para melhor, pode ser ou é, mérito do governo Lula. Nosso país não é mais visto como apenas um lugar de ‘belezas’ e violência (coisas que se contradizem), coloco entre aspas porque o Brasil tem muitas coisas feias, maquiadas, um exemplo é o Rio de Janeiro. Tirando os pontos turísticos e as belas mulheres e homens malhados, a cidade maravilhosa é feia, suja e cheira mal, mas isso não vem ao caso. Então, nosso país mudou sim, para melhor. Neste governo o povo teve vez, logo não posso deixar de parabenizar o presidente.

Se o Lula tivesse concorrendo à presidência, sem dúvida não teria segundo turno, mesmo com a maravilhosa Marina Silva na disputa, no entanto os tempos são outros, ele colocou outra pessoa para representá-lo. Dilma Rouseff tem suas qualidades, é uma mulher de fibra, inteligente, sem contar que é uma mulher, o que implica que cada vez mais devemos acreditar na força e no poder feminino. Ai para contrapor tem o José Serra, tem lá suas qualidades, mas particularmente não gosto dele, então prefiro não falar.

Até aqui parece que votarei na candidata do Lula, mas aí entra outras questões, eu não gosto do vice de Dilma e não gosto do Serra, mas simpatizo com o vice dele. Não estou em nenhuma balança, mas se eu ficar vendo o horário eleitoral entro na campanha do voto nulo. Entra a reflexão de que essas brigas entre partidos estão ficando cada vez mais baixas, não merece meu respeito. O dia das eleições está próximo. Precisamos votar conscientes, é nosso futuro que está na ponta dos dedos do povo brasileiro, nas nossas próprias pontas de dedo.

Em vez de ficarem trocando acusações ou competindo para ver quem é o melhor, candidatos, mostrem para nós o que farão de bom para o povo. Precisamos de trabalho e de propostas decentes, que não seja apenas para competir com o adversário mostrando que você é melhor que ele. No dia 31 de outubro quero votar consciente, com a certeza de que fiz uma boa escolha, como cidadã, jornalista, cristã...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

No topo

* Roberta Faria

Está naquela categoria de coisas que nos repelem e atraem ao mesmo tempo: justamente porque dão medo, são irresistíveis. Ou o que mais, além do impulso da aventura, faria alguém em sã consciência inventar de subir no ponto mais destacado da paisagem? Lugares altos exercem fascínio na gente desde sempre: crianças escalam móveis e se debruçam em janelas, homens arriscam a vida em explorações de montanhas e invenções para tomar o céu, sociedades constroem monumentos gigantes para mostrar sua importância. Deve ser porque de lá a vista vai mais longe do que jamais conseguiríamos da nossa perspectiva diminuta. E alcançar o topo, ponto privilegiado aonde poucos se arriscam a chegar, nos faz poderosos: temporariamente, somos donos secretos daquele mundo que se descortina à frente.

E o engraçado é que, seja na escalada do Everest, seja no mirante da estrada, tudo se passa em poucos minutos. Porque essa é outra curiosidade a respeito dos lugares altos – levamos mais tempo subindo do que apreciando. Lembro-me de morros em que me arrastei nos últimos passos, árvores que desbravei até o último galho frouxo, paredes que escalei até não sentir mais os braços, os degraus intermináveis de pontos turísticos. A chegada é um alívio do tamanho da conquista. Depois de algumas respiradas fundas, talvez umas fotos, um olhar em 360 graus, quero logo descer. Qualquer pessoa com bom-senso perguntaria: mas tanto esforço só pra isso? Provavelmente, essa é uma pessoa com medo de altura. Porque, o mais importante sobre os lugares altos, quem sobe sabe: não é necessariamente a vista que eles nos proporcionam, mas a sensação de que somos capazes de chegar lá.

Da Revista Sorria: http://revistasorria.com.br/site/edicao/no-topo.php

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Esperar

"Espera no Senhor, anima-te e, ele fortalecerá o teu coração;
espera, pois, no senhor".
SL 27:14

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Justificativa

Tempo não para por aqui. Mas não vim falar de falta de tempo. Cansei de textos referentes ao meu cansaço e a falta de disponibilidade. Vim dizer um oi, talvez, vim só para dizer que está tudo bem! Com a correria do último período da faculdade, faltam apenas dois meses para terminar, e uma monografia para fazer, realmente parar para dizer um olá fica cada vez mais escasso.

Não sei se comentei aqui, mas meu tema na monografia é Jornalismo Gastronômico e, eu estou AMANDO. Então, isso justifica minha ausência!!!! rs

Vou deixar aqui uma coisa que aprendi hoje, em um curso que estou fazendo de Turismo e Gastronomia.

Alguns tipos de queijos originados do Brasil:

  • Queijo de Colônia ou Colonial: Queijo levemente picante e saboroso,

produzido no estado do Rio Grande do Sul, principalmente no setor da

serra gaúcha.

  • Queijo-do-reino: Queijo esférico de superfície vermelha, com alto teor de

gordura muito consumido no Sudeste e em algumas áreas do Nordeste

do país.

  • Queijo coalho: Queijo pasteurizado, fabricado no nordeste do país,

sendo muito apreciado na forma de espetos assados na brasa. Muito

consumido em churrascos nas regiões Nordeste e Sudeste.

  • Queijo Minas: Queijo cru, composto de leite, sal e coalho, normalmente

produzido no sul de Minas Gerais. Muito consumido durante o café da

manhã.

  • Queijo prato: Queijo amarelado, facilmente fatiável, consumido em

praticamente todo o território nacional. Muito utilizado em sanduíches.