domingo, 30 de janeiro de 2011

Tenho medo (confissões de uma jornalista recém-formada)

Já se passou um mês e agora que estou começando a notar que não sou mais estudante de jornalismo, já sou uma jornalista formada. Ual. Isso parece incrível! Parece mesmo, mas será que eu sou uma boa jornalista? Ai, não sei... será que vou conseguir ser o que eu quero ser? Não sei se escrevo bem, se entrevisto bem, se falo bem... pelo menos tento fazer o meu melhor. Ah, mas diagramar eu sei, pelo menos de fome não morro! Rsrs

Não vai adiantar eu querer ser igual a ninguém, cada jornalista é diferente. Cada um com seu talento, bagagem cultural e amor ao que faz. Sei que tem muita coisa para eu aprender, para melhorar, e agora que já formei não adianta desistir. Começo então, uma nota etapa, não sou mais acadêmica, agora sou jornalista. Que responsabilidade!

Então, quais são as minhas maiores responsabilidades nesta profissão? O que posso fazer para contribuir com mudanças, com a melhora do mundo e até cumprir com meu juramento de informar a verdade, etc e etc...? Quantos questionamentos, ai que frio na barriga, que arrepio na espinha... ESTOU COM MEDO!

A ficha ainda não caiu. Acabou! Os quatro anos se passaram e parece que nem vi. Estou com saudades dos amigos, dos professores, dos estudos, dos sacrifícios, das provas, das trocas de informações e medos dos futuros jornalistas e, até da monografia!

Confesso, agora será diferente, eu sou jornalista. Profissão de peso deve ser por isso que estou com medo! Rsrs Tenho medo, você tem? Eu tenho!

Thayra Azevedo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sinais de esperança

"Olho para o céu e mesmo com nuvens de chuva, consigo ver os sinais de esperança".
Thayra Azevedo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nem tudo parece como é

Fiquei com esta frase na cabeça, mas não me lembrei no momento de nenhum versículo bíblico que falasse exatamente disso, porém sabemos que as aparências enganam e mais do que isso, assim como está em Jeremias 17:5 “Maldito homem que confia no homem...”

Maldito o homem que confia no homem e em si mesmo!

Este verso não trás nada de ensinamento novo, ou que já não tenhamos aprendido, porém é fato de que as palavras de Deus se renovam a cada manhã. Logo, este versículo tem para mim um significado agora, e para você pode ter um totalmente diferente.

Existem muitas reflexões por trás deste texto, mas o que tem falado ao meu coração é o quão frágil e imperfeita sou. Claro que devo confiar em meu potencial e em minha capacidade, no entanto nunca em minhas próprias forças, sabedoria ou justiça. O preço de se confiar no homem ou em si mesmo é caro, dolorido e trás enormes decepções e feridas que para os outros parecem superficiais, mas só você sabe o que passa em seu peito.

Bendito o homem que confia em Deus e, eu quero ser bendita!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mudar

É engraçado perceber que não há nada de errado com o mundo

Quem está fora de sintonia sou eu

Engraçado perceber que tudo continua no perfeito lugar, mas eu não

Não são as pessoas que estão tristes, distantes ou deixaram de me amar,

Fui eu que me desliguei do mundo sem perceber

Eu mesma errei, me cobrei, fiquei triste e deixei a tristeza me contagiar

Não é o mundo que precisa mudar, sou eu

Porque a partir de mim tudo muda!

Thayra Azevedo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu te amo... não diz tudo!

Por Arnaldo Jabor

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,

Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,

E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,

E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,

Sem inventar um personagem para a relação,

Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;

Quem não levanta a voz, mas fala;

Quem não concorda, mas escuta.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Minha colação...

Carta sobre a tragédia do Rio

Temos ouvido durante esses dias apenas notícias das tragédias causadas pelas chuvas. Confesso que não pensei em me posicionar em relação a tudo que estamos vivendo. Cada ano que passa uma região nova é atingida, sabemos que, apesar de tudo é uma resposta da natureza. Porém, há pessoas que ainda acreditam que podemos continuar destruindo, e que a natureza não faz nada. Engana-se quem pensa desta maneira tão atrasada, pois estamos sendo vítimas de nossos próprios atos. É triste dizer isso em meio a tantas tragédias, pois não é hora de dar sermão, de brigar, é hora de fazer algo, de termos compaixão para com os outros.

Eu estou sem reação e sem muitas opiniões, o que tenho feito é orar para que os desabrigados e as famílias dos que ficaram possam ser consoladas. Mas penso se isso é o suficiente? Não, porque em vez de remediar, deveria haver a curar. Minha obrigação é fazer minha parte como cidadã e preservar a natureza que moro, afinal é meu lar, meu sustento, não devo aperfeiçoá-la aos meus gostos, mas me aperfeiçoar a ela.

Nunca mais me esqueço de uma entrevistada minha que disse que o mal do homem é querer civilizar a natureza, por isso estamos vivendo tragédias, e, além disso, somos em muitos, infelizmente é triste admitir, mas o mundo está super lotado. Confesso que não sei o que fazer, o que pensar, mas não quero lamentar e chorar.

Gente, por favor, vamos pensar em soluções. Como ambientalista, cristã e cidadã eu quero ter ideias para evitar tragédias como estas que assolaram Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, porém não sei por onde começar.

Thayra Azevedo

O preço de não escutar a natureza

Por Leonardo Boff*

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais.

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação, nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais frequentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.

*Leonardo Boff é filósofo e teólogo.

Disponível em Envolverde

Lasanha, um prato brasileiramente italiano

A gastronomia italiana é uma das mais influentes no Brasil, com uma cultura riquíssima e apaixonante, nós brasileiros não resistimos a uma macarronada, uma boa pizza, lasanhas, pães, e até mesmo a algumas especiarias que nem imaginamos que tenha vindo de lá, como a farofa e o sorvete. Não podemos esquecer dos vinhos e do azeite extra virgem.

Influenciada pelos árabes e normandos que levaram os primeiros chefs notáveis à região da Itália, a culinária italiana que encontramos hoje sofreu modificações, com as mudanças sociais e políticas. E além disso, não existe uma culinária única para o país inteiro, cada região tem sua especialidade. Costumam dizer que essa gastronomia é mundial, pois cada país pode adicionar seu toque especial à receita que desejar e servir um bom prato italiano. É o caso da lasanha, prato feito em camadas baseado na junção de massas de macarrão em formatos de folhas com queijos e molhos. É uma receita teoricamente italiana, mas há registros no livro de receitas da Inglaterra, de que esse prato foi servido ao Rei Ricardo II, no século XIV . Nesta edição trazemos lasanha recheada de ricota e espinafre.

O recheio é uma das coisas mais importantes da receita, pois apesar de ser massa, torna o prato leve. Acompanhada de um suco de uva ou de um vinho e azeite de oliva extra virgem, a lasanha de espinafre e ricota pode ser servida no almoço, jantar e nas festas de família. Bom apetite.

Ingredientes:

Molho: 1 l de leite - 2 col. (sopa) de farinha de trigo - 2 col. (sopa) de manteiga – ½ cebola picada - sal e noz-moscada, a gosto - 1 tablete de caldo de galinha ou legumes

Lasanha: 250 g / ½ pacote de massa pronta para lasanha pré-cozida - 1 maço de espinafre - ½ kg de ricota - 2 dentes de alho, picados - 2 colheres (sopa) de azeite extra virgem - 200 g de queijo parmesão, ralado - ½ cebola picada

Preparo: Molho: Coloque a manteiga numa panela e leve ao fogo médio para derreter, jogue a cebola e o caldo Knorr até dourar. Junte a farinha e misture . Cozinhe por 4 min. Junte um copo de leite e misture. Acrescente o restante do leite e continue misturando para não empelotar. Abaixe o fogo e mexa por 15 min. Tempere com sal, noz-moscada e desligue. O molho não deve ficar grosso.

Preparo: Lasanha: Lave as folhas dos talos do espinafre e pique grosseiramente. Em uma panela com azeite quente junte a cebola e o alho. Refogue por 4 min e acrescente o o espinafre, misture e cozinhe por 7 min. Retire do fogo e escorra. Junte a ricota ao refogado e misture esmagando com um garfo. Tempere com sal e noz moscada.

Para montar a lasanha, coloque uma concha de molho no fundo de um refratário retangular e espalhe . Coloque uma camada de massa de lasanha e espalhe um pouco do recheio de espinafre com ricota sobre a massa, depois coloque uma concha de molho branco e polvilhe parmesão. Repita mais duas vezes. Depois, leve ao forno pré-aquecido em temperatura média e deixe assar por 30 min, até o queijo derreter. Sirva com salada de sua preferência.

Thayra Azevedo