
O relógio na parede do trem da vida faz tique e taque, meus olhos acompanham o percorrer dos ponteiros eu ainda estou ali, parada, preciso ir, me mover, acompanhar, correr, andar para poder alcançar. Seja para onde for, tenho que ir. Não posso ficar parada, inerte como se fosse figurante da vida. Aí entendo, nesta história eu que sou a protagonista.
Não nego, não fujo, no entanto tem horas que eu desejo sair de cena, mas não dá, a realidade me quer, ela me persegue. Preciso me encontrar. É quando a paisagem do trem muda, de repente, o destino então fica mais desconhecido ainda é até descontente. Mas continua, não para. No caminho aparecem estações boas e estações escuras. Mas o trem continua, para não dizer que nunca pára.
Eu preciso parar, mesmo com ele em movimento, repor as energias. Parar para olhar para dentro e fazer reparos dos detalhes pequenos, escondidos que precisam ser resolvidos. Mas o trem está lá em movimento contínuo, já eu, mesmo sem saber meu destino, um grito interno ecoa para eu aproveitar cada instante e apreciar, sem jamais deixar de atuar na minha própria história. Essa vida é a minha, eu sou a passageira principal.
Thayra Azevedo
Maio, 2019
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