segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu não sou tão pequena assim


A frase afirmativa “Eu não sou tão pequena assim” é o reflexo do sentimento que senti durante uma tarde de caminhada na cidade onde moro. Eu descobri que existem pessoas menores do que eu. Não me refiro a indivíduos com deficiências, mas sim a pessoas comuns que possuem pouca estatura.
Eu em meu 1 metro e 50 e poucos centímetros nunca me senti mal em ser pequena, nem na escola quando a fila era por ordem de tamanho e eu sempre era uma das últimas. Eu passo de um metro e meio, isso é uma grande alegria. Sempre entendi que era ou sou a menor da turma, mas nunca me ofenderam por isso. Pelo contrário, ser chamada no diminutivo é uma forma carinhosa de me mostrarem que a maior parte das pessoas de meu convívio são mais altas do que eu, e não uma humilhação.
Durante esta tarde vi mulheres, homens e casais pequenos. Ual, que surpresa, não sou a menor do mundo! É fofo ser pequeninho. Cabemos em alguns lugares, alguns calçam pouco, vestem pouco, comem pouco. Ser chaveirinho pode ser bom.
No entanto, parte das pessoas pequenas sofre preconceito ou até mesmo não se aceitam. Mas se perguntarmos ao grande, se é feliz com sua altura, alguns podem nos responder que não estão satisfeitos em ser assim, ou seja, nada nunca está bom para ninguém.
Os adolescentes são os que sofrem mais com os problemas de estatura, por estarem em fase de aceitação. É importante que os pais verifiquem a saúde de seus filhos ainda criança e observem se o pequeninho é assim porque Deus o criou desta maneira, ou por que possui problemas de hormônio, o que pode ser tratado a tempo.
Ser pequeninho é bonito sim. Deus nos fez belos como somos, devemos aceitar nossa condição e tirar proveito disso. E não é tão ruim quanto parece, há algumas vantagens que só os pequenos têm. Levando para o reino animal, até os leões e seus filhotes passam fome na época da estiagem, mas, para os pequenos animais nunca falta alimento.
“Há quatro coisas mui pequenas na terra que, porém, são mais sábias que os sábios: as formigas, povo sem força; todavia, no verão preparam a sua comida; os arganazes, povo não poderoso; contudo, fazem a sua casa nas rochas; os gafanhotos, não têm rei; contudo, marcham todos em bandos; o geco, que se apanha com as mãos; contudo está nos palácios dos reis”.  (Provérbios 30:24-28)

Thayra Azevedo

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