sábado, 1 de agosto de 2009

“Olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir” EC1:7b

Parece que o mundo e a sociedade estão evoluindo. Há quem diga que estamos regredindo: a qualidade de vida caiu, as doenças da tal modernidade, o consumismo, o capitalismo, a violência. Tudo isso são cadeias interligadas, uma não vive sem a outra, isso é a sociedade de produção. Melhorou sim, artigos de luxo, beleza, porém há algumas décadas isso não era importante, assim como Adão e Eva pecaram e começaram a enxergar um lado antes desconhecido, hoje também vemos o outro lado. Isso é uma opinião e nem sempre uma prática. Sou apta a comprar coisas boas, bonitas e na maioria das vezes caras, entretanto um dia parei para pensar: não podemos nos tornar escravos disso. As mulheres ainda são as mais atingidas. Não digo que comprar é errado, mas o problema é que todos nós somos os financiadores da sociedade consumista, do tráfico, do preconceito, da mídia, da manipulação. Tudo hoje é resultado dos nossos hábitos. Impressionante como se ouve que a natureza e o meio estão se acabando, vemos campanhas de conscientização, só que não atingem o emocional, que é o ponto fraco do homem. Quando esse ponto é atingido tudo muda, embora apenas temporariamente. A cultura é construída a partir do emocional. O consumismo é uma ideia de entendimento de ser rico, bonito, ter o que eles dizem estar na moda, o que a vitrine te apresenta e trás vida aos seus olhos, entre mil e outras coisas. Já que a questão é extensa, vamos tratar superficialmente, só para atingir o emocional e refletirmos. Essas atitudes são comuns. Eu também ajo assim. Mas, tenho acordado para esse mundo, nem tudo é cor de rosa. As vitrines te enchem os olhos ( me enchem os olhos), atingem o sentimento, e assim contribuímos para a cadeia de produção, sendo que as coisas atualmente são produzidas para durar menos e assim manter um ciclo de compra, venda, fabricação. Não vou radicalizar, isso é apenas um momento de reflexão. Em Eclesiastes 1, Salomão põe sábias palavras, ele refere-se a superficialidade, a vaidade. Tudo na vida passa, vaidade, vaidade. Ele envelheceu e sua riqueza já não era tão importantes, sua beleza e juventude se foram e suas mulheres já não enchiam mais seus olhos. Todavia o coração humano nunca se satisfaz, ele anseia sempre mais. Ele, já velho, notou que o que restava era apenas a experiência de vida e sua sabedoria, época que nota que tudo que se vive é vaidade. “Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a terra permanece para sempre. O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta ao seu lugar donde nasce. O vento vai para o sul, e faz o seu giro vai para o norte; volve-se e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus circuitos. Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios correm, para ali continuam a correr. Todas as coisas estão cheias de cansaço; ninguém o pode exprimir: os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.” EC 1:2-7 Refletir isso me lembra o livro "Admirável mundo novo", segundo as pessoas o que leram, relata o que eu estou refletindo aqui. O mundo, infelizmente, se tornou mais cheio de vaidades e mecânico. Ele ainda pode mudar? A resposta é sua. O resultado, depende de nós!
Thayra Azevedo

Um comentário:

  1. Olá,
    Eu estava blogando pela net e encontrei o seu blog.
    Achei superlegal
    Adicionei como seguidora, tudo bem?

    Espero que tenha uma ótima semana!

    Abraços e até +

    ResponderExcluir

Seu comentário é de suma importância. Ele será exibido após minha aprovação. Obrigada. Volte sempre. Thayra Azevedo