terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Carta sobre a tragédia do Rio

Temos ouvido durante esses dias apenas notícias das tragédias causadas pelas chuvas. Confesso que não pensei em me posicionar em relação a tudo que estamos vivendo. Cada ano que passa uma região nova é atingida, sabemos que, apesar de tudo é uma resposta da natureza. Porém, há pessoas que ainda acreditam que podemos continuar destruindo, e que a natureza não faz nada. Engana-se quem pensa desta maneira tão atrasada, pois estamos sendo vítimas de nossos próprios atos. É triste dizer isso em meio a tantas tragédias, pois não é hora de dar sermão, de brigar, é hora de fazer algo, de termos compaixão para com os outros.

Eu estou sem reação e sem muitas opiniões, o que tenho feito é orar para que os desabrigados e as famílias dos que ficaram possam ser consoladas. Mas penso se isso é o suficiente? Não, porque em vez de remediar, deveria haver a curar. Minha obrigação é fazer minha parte como cidadã e preservar a natureza que moro, afinal é meu lar, meu sustento, não devo aperfeiçoá-la aos meus gostos, mas me aperfeiçoar a ela.

Nunca mais me esqueço de uma entrevistada minha que disse que o mal do homem é querer civilizar a natureza, por isso estamos vivendo tragédias, e, além disso, somos em muitos, infelizmente é triste admitir, mas o mundo está super lotado. Confesso que não sei o que fazer, o que pensar, mas não quero lamentar e chorar.

Gente, por favor, vamos pensar em soluções. Como ambientalista, cristã e cidadã eu quero ter ideias para evitar tragédias como estas que assolaram Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, porém não sei por onde começar.

Thayra Azevedo

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