sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Projetos para o futuro

“Do homem são as preparações do coração,

mas do Senhor a resposta da boca.”

Provérbios 16:1

Mais um ano se passou e, para a glória de Deus, estamos aqui a caminho de um novo tempo, em que depositamos esperança, confiança e a certeza do novo. Parece bobagem, mas a passagem de um tempo para o outro deve sim representar o fechar de um ciclo e o abrir de outro.

São tantos sonhos, planos, promessas e projetos, mas uma coisa é certa, devemos deixar nas mãos de Deus. Só Ele sabe o que é melhor para nós e sabe de nosso futuro. 2010 foi um ano como outros anos, porém para cada um tem um significado diferente.

Lágrimas, sorrisos, tristeza, alegria... amores, decepções, saudade, reencontros, Deus, muito Deus. Tudo isso teve na vida de todos, uns em doses maiores. Outros menores, mas amamos, sentimos, sofremos...afinal, somos seres humanos.

2010 pode ter sido o pior, o melhor ou um ano qualquer, mas grande parte dos brasileiros está esperando um 2011 bem melhor. Com menos tragédias e mais alegrias.

Só não devemos esquecer de Deus, do criador de todas as coisas, Ele sim sabe de tudo e nEle devemos confiar, ter fé, pois somo como “vapor que aparece por um pouco e, depois se desvanece.” TG 4:14

Feliz 2011, que Deus abençoe cada um

Thayra Azevedo

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lançamento do Mania de Escrever

A equipe do Volta Cultural com a jornalista mais linda, Giovana Damaceno
A estrela do dia
Ela e eu
Ela entre nós, os prefaciadores

Ontem foi uma noite muito especial. Foi o lançamento do livro “Mania de Escrever”, da minha linda titia Giovana Damaceno, minha jornalista favorita, na livraria Veredas, em Volta Redonda. Foi um momento de muito alegria e emoção. Eu fui representando o jornal Volta Cultural e, claro, me representando, pois junto com mais quatro queridos (Amanda Canuto, Ananda Valente, Leslie Assis e Jader Moraes) escrevi o prefácio do livro desta grande jornalista.

O Mania de Escrever é uma reunião de 40 crônicas, postadas em seu blog e no jornal Volta Cultural, que marcaram a idade que ela diz, ter a despertado para vida. Como a própria Giovana diz: “Mania de Escrever” é algo que faço desde os 14 anos, com rabiscos em cadernos, blocos de anotações, folhas soltas, bilhetinhos. Em tudo e para tudo há motivo para puxar caneta ou lápis e registrar desde observações até vagos pensamentos. Letras, frases, palavras soltas”, diz a escritora.

O livro está sendo lançado por uma editora on line. No site do Clube de Autores qualquer autor pode publicar seu livro. Em poucos dias o livro chega pelos Correios. Esse novo formato de publicação foi criado para dar maior oportunidade a autores independentes e é, no mínimo, uma ideia inovadora.

A noite foi de ‘gala’, com muitos sorrisos, abraços e autógrafos, e claro, autenticidade, palavra que define Giovana. Parabéns querida, você merece. E como escrevemos no prefácio. Foi mesmo uma grande responsabilidades, pois você nos alfabetizou ‘jornalisticamente’.

Bacalhau finlandês com tempero da Jamaica

Penedo, distrito de Itatiaia, RJ. Colonizado pelos finlandeses a partir de 1927, mantém a tradição do país, com fortes características dessa cultura, como as danças, as construções e, a gastronomia, sendo, talvez, a única colônia finlandesa do Brasil. A tradição brasileira é o Carnaval, na Finlândia é o Natal. A lenda acredita que o bom velhinho vive o ano inteiro escondido entre a neve e os pinheiros que formam o cenário finlandês, lendo cartinhas das crianças.

Como em toda boa festa de Natal não pode faltar as comidas típicas, trazemos a culinária Finlandesa. Na Finlândia ocidental nota-se a influência da Suécia, e na Finlândia oriental, a influência da região da Carélia. O prato em comum é o presunto de Natal, que não muito diferente das tradições que carregamos pode ser substituído pelo peru e até mesmo pelo salmão cru salgado. Mas não poderia faltar o bacalhau, o queridinho das ceias, que este ano parece que estará mais presente que o churrasco brasileiro. Na Finlândia ele é preparado com pimenta da Jamaica, batatas cozidas, e molho, mas há também porco assado, tender, batatas recheadas, purês guisados de beterraba e batata e as papas de arroz. Apesar da riqueza da cultura é difícil encontrar uma receita tradicional da Finlândia. O VOLTA CULTURAL uniu então, alguns dos ingredientes e preparou um bacalhau natalino by Finlândia, com tempero de Jamaica.

Receita:

Alho socado - Tomates em rodelas - Batatas em rodelas já pré-cozidas - 1Kg de bacalhau dessalgado e cortado em pedaços - Cebolas em rodelas - Pimentão em rodelas - Pimenta da Jamaica - Azeite virgem extra

Modo de Preparo:

1- Numa panela grande coloque azeite a gosto e o alho para dourar. Coloque em seguida as postas de bacalhau, e tempere a gosto com a pimenta da Jamaica. Deixe o bacalhau cozinhando.

2- Depois do bacalhau cozido um pouco, coloque as cebolas, o tomate e o pimentão. Tampe e deixe pegar o sabor.

3- Em seguida coloque uma camada das batatas e deixe cozinhar mais um pouco.

Experimente o tempero e se preferir coloque hortelã. E para incrementar a moda brasileira, coloque requeijão e azeitonas e sirva com arroz.

Thayra Azevedo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Escrever...

Falar das coisas que amamos é tão mais simples, é tão mais gostoso e mais apaixonante.

Escrever é uma arte, retrato da alma e do coração... escrever faz parte da minha vida e das minhas emoções. É a forma que encontro de desabafar ou até mesmo de me camuflar... em mim, nos outros, nas palavras.

Para escrever é preciso inspiração, por coisas, pessoas, ou por palavras soltas, jogadas em livros, blocos e folhas, muitas folhas de papel, quase em branco.

Escrever é retrato da alma, registrado com simplicidade e delicadeza, escrever se tornou uma das razões do meu viver...

Thayra Azevedo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Clarice Lispector: Alma e sangue... literatura e arte... Enigma e verdade

A palavra, a escrita sempre foi seu maior amor, seu maior prazer. Já dizia ela que sua vida era escrever, escrever. Clarice Lispector é uma mulher de alma vibrante. Digo é, porque ainda permanece viva em nossas lembranças, na literatura e em nosso coração. Ousada, delicada essa brilhante escritora, cronista, poetisa, nascida durante a viagem de emigração da família em direção à América, em uma cidadezinha da Ucrânia, no dia 10 de dezembro, marcou e ainda marca as gerações com seus textos e pensamentos. Muitos deles profundos, que serviam de refúgio, ou simplesmente de desabafo para alma. Alma que ela descrevia ser solitária mesmo rodeada pelos filhos .

Sua maior companheira era a máquina de escrever, o som dos dedos tocando as letras, que a acompanhava por horas, de dia, tarde, noite e madrugadas, muitas delas de insônia. E o que restava a Clarice... escrever.

São muitas obras, muitas crônicas. Muitas publicadas no Jornal do Brasil no período de 967 a 1973, mas todas têm características em comum, a alma e a profundidade de Clarice. Seus textos, frases e pensamentos soltos revelavam que ela mesma se considerava uma incógnita: "Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".

Sou muito suspeita para falar desta mulher. Que de muitos autores foi a que mais me identifiquei, a que mais conseguiu revelar o que passa dentro de mim, através de suas eternas palavras.

Conheci Clarice de ouvir falar, hoje posso dizer que a conheço de lado a lada com ela andar, nas leitoras e nos livros que guardo em minha estante, ou os que ficam em minha cabeceira. Ontem mesmo li Clarice, pois estava morrendo de saudades, mas não sabia que hoje era aniversário de sua morte (9 de dezembro) e amanhã (10 de dezembro) ela completaria 90 anos de literatura, pois pessoas como ela já nascem com o dom, o de transformar palavras em flores e amores.

Parabéns Clarice!

Thayra Azevedo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Agradecimentos públicos

Coloco na íntegra meus agradacimentos presente na monografia

"DEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém" (Romanos 11.36). Agradeço a Deus, sempre em primeiro lugar, que mais do que nunca esteve ao meu lado como um Pai presente e fiel. Enxugou minhas lágrimas, amenizou minhas dores, me proporcionou sorrisos e alegrias durante estes quatro anos de jornada.

À minha família, mãe Waleria, irmã Fernanda, irmão Rodrigo e avó Wolda, que me orientaram, me abraçaram e, mais do que isto, me incentivaram a prosseguir, acreditando na minha capacidade. Sem deixar de mencionar meu cunhado João Paulo e minha irmã de coração Thaís Mattos.

Ao Vinícius, por ter tornado meus dias mais doces, por ter prosseguido ao meu lado durante estes anos. Por ter sonhado e me ajudado a sonhar.

Aos meus professores, amigos e jornalistas Fernando Pedrosa, Giovana Damaceno e Fernanda Cupolillo, que mesmo longe estiveram ao meu lado, em meu coração, em minhas memórias e nos e-mails trocados. Fernanda merece mais que agradecimentos, pois devo a ela esta oportunidade única de escrever sobre minhas duas paixões: jornalismo e gastronomia.

Agradeço aos meus amigos. Ao meu apóstolo Gabriel Silva e minha amiga Ângela Augusta, que oraram por mim todo tempo. À Leslie, amiga, companheira de faculdade e chefe, por entender este momento tão especial. À Vania Lee, pelo carinho e ajuda nas correções desta pesquisa e a todos que de alguma forma participaram da construção deste sonho.

Thayra Azevedo

Jornalismo Gastronômico

Apresentando ao mundo minha filha- traduzindo apresentando à banca minha monografia
@amandinhacanuto, @taynahandrade, a orientadora mais linda do mundo @minimalismos, eu @thayraazevedo e @jadermoraes. A orientadora e suas quatro crias
Anja Fernanda Cupolillo, a orientadora mais fofa do mundo. Obrigada por tudo!
@donaervilha, ops Sarah Fofa Nery. Por ela tenho: ADIMIRAÇÃO
Ganhamos presente! Oba \o/ e junto muitas lágrimas e emoções

Na última segunda-feira, dia 6/12 eu concluí mais um sonho da minha vida e, consequentemente marquei o fim ou o início de mais uma etapa: apresentei minha monografia.

Ando muito distante deste espaço, que faço de jardim das flores da minha vida. Me dediquei mais que meses à minha filha, a minha monografia, unindo duas paixões da minha vida: jornalismo e gastronomia. Escrevi um trabalho inovador que, tirando artigos acadêmicos, pode ser um dos dez primeiros na área de jornalismo gastronômico no Brasil. Confesso, aprendi muito e me surpreendi também com esse tema que poderia dar juz ao preconceito que as pessoas tem de considerar o jornalismo gastronômico algo secundário, pois já enfrenta a dificuldade de estar inserido na editoria de cultura, que já é vista como algo menos valorizado. Com ajuda de Deus e da minha orientadora Fernanda Cupolillo eu consegui torna-lo interessante, a ponto da banca dizer que ele era tão leve e gostoso, que a vontade era não parar de lê-lo.

Chorei, me emocionei. Como a minha orientadora disse: Tive uma dedicação e amor de mãe. Fato. Amei escrever cada palavra, cada linha, cada parágrafo. Além disso, como uma das professoras da banca disse, por mais que ela não me conhecesse dava para ver muito de mim no trabalho, um pouco do reflexo da minha alma. Acredito que seja verdade. Sou uma pessoa de personalidade leve e doce e foi exatamente isso que as pessoas disseram do meu trabalho. Obrigada, Senhor por isso! A Glória é para ti.

Como ia dizendo... apresentei! Concluí com louvor (a Deus, claro), os quatro anos da faculdade de jornalismo, com um tema lindo e que amo: gastronomia.

Valeu a pena ficar longe daqui, longe de coisas que amo e de algumas pessoas também. Pretendo seguir esta área encantadora e aprender cada vez mais. Aprendi muito, descobri que tem coisas mais profundas e a serem descobertas nesta nova vertente do jornalismo cultural, do que podemos imaginar. Afinal, “Na medida em que gastronomia é cultura, gastronomia expressa os hábitos culturais de cada povo”, como diz a querida jornalista gastronômica e chef de cozinha Rebeca Lockwood.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Considerações quase finais

Estou na reta final de quase tudo. Monografia faltando pequenos ajustes, dia da apresentação se aproximando... e o frio na barriga cada vez mais forte. Mas não posso esquecer que esses quatro anos foram especiais para mim. Fazer jornalismo foi descobrir um amor ao trabalho, um amor que estava em mim, e eu não sabia. Esse último ano, em especial, foi estranho, corrido e ao mesmo tempo gostoso. Consegui unir em um trabalho minhas duas paixões; jornalismo e gastronomia, desenvolvendo uma monografia que pode ser a décima, se dirá a quinta sobre o tema. Em alguns dias eu serei uma jornalista de verdade, por formação. Está chegando... obrigada a todos que contribuíram para este sonho se tornar real. Em Deus tudo é possível!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Celebridades instantâneas? Basta um click do mouse

Tiricas, Geises Arrudas, Malus Magalhães, Felipe Neto, o que eles têm em comum? São todos famosos instantâneos ou quase. Pessoas que conseguiam minutinhos de fama ou até cargo de deputado através das redes sociais. Isso mesmo, a internet está dominando o mundo!

Mas porque estou falando disso aqui no blog? Porque esta semana li o livro “O Show do Eu”, e refleti sobre alguns aspectos da modernidade. A influência das mídias digitais está cada vez mais forte, daqui uns dias o número de seguidores que você tem no Twitter será requisito de currículo. Sério, as coisas andam em direção a isso.

O que tem o livro a ver com isso? Eu digo, TUDO.

A autora e antropóloga argentina, Paula Sibilia tem se dedicado a pesquisar as novas práticas autobiográficas, e isso tem sido comum na internet. O trabalho dela é fantástico, e super inteligente. O objetivo dela é mostrar com as pessoas estão ligadas às redes sociais a ponto de expor sua vida particular, as tornando um espetáculo. O mais incrível que ela tem razão. Vivemos hoje na cultura do espetáculo. Antes era a televisão, mas como na internet tudo é mais fácil e superdimensionado as pessoas aproveitam as redes sociais como Blogs, fotologs, Orkut, Youtube, MySpace, Twitter para construírem sua imagem e até mesmo descobrirem quem são.

Para falar um pouquinho disso eu entro na política, sei que não é algo de puro entretenimento, e nem o que as pessoas buscam na internet e apenas 5% fogem a essa regra, mas os casos são mesmo de pensar.

Começando pelo Tiririca. Incrível como se elegeu com tantos votos (fica claro que não estou discutindo as razões de sua vitória, a lucidez de quem votou ou se ele é ou não apto a ser deputado), o que quero mostrar é o fenômeno Tiririca na internet. O cara e sua equipe foram inteligentes ao usar as mídias sociais para se promover. O boom foi mais evidente no You Tube. Seus vídeos (engraçados, por sinal) tiveram milhões de acessos. As pessoas até brincavam que se ele tivesse o número de votos igual aos acessos, ele venceria. Dito e feito!

As pessoas estão fazendo de tudo para se promoverem, no caso deste ‘palhacinho de circo’, ops do Tiririca, ele já era “famoso”, mas usou a internet para se eleger. E conseguiu.

Temos também o presidente norte-americano Barack Obama. Eles não foram celebridades instantâneas como alguns que citei no início. Eles foram inteligentes de usar as redes como aliadas, o que podia trazer resultados negativos ou positivos.

Obama foi um grande exemplo de sucesso. Sua campanha foi um grande espetáculo. Se quiser saber mais clique em Obama Digital 1, Obama Digital 2 e As Redes Sociais e o Marketing Político - Caso Barack Obama.

Nem tudo na rede é festa. Um caso de não sucesso na rede foi Célio Turino, candidato a Deputado Federal em São Paulo, que apesar de ser famoso no meio cultural, por ter sido o criador do Programa Cultura Viva, quando secretário de Cidadania e Cultura do MinC, entre 2004 e 2010. No Ministério da Cultura, idealizou e viabilizou mais de 2000 Pontos de Cultura, Célio utilizou apenas a internet para sua campanha eleitoral e infelizmente, diferente dos outros dois candidatos, não obteve êxodo, tendo apenas 10 mil votos.

Exemplos destes mostram como as pessoas se tornaram algo pela internet ou passaram a ser algo em virtude dela. Aí podemos responder a pergunta de Nietzsche, que Paula Sibilia faz em seu livro: COMO ALGUÉM SE TORNA O QUE É? Basta um click no mouse.

Thayra Azevedo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Doe sangue!

Dia 25 de novembro é o Dia do doador de sangue e nós aqui do Jornal VOLTA CULTURAL (@voltacultural) fizemos uma campanha de doação, que aconteceu hoje cedo. Fomos até o Núcleo de Hemoterapia do Hospital São João Batista, em Volta Redonda e fizemos nossa parte. Eu, que pensava que não poderia, doei, pela primeira vez e, confesso estou feliz pela minha ação.

Vamos doar, salvar vidas! O ato de doar sangue pode salvar muitas vidas e você, doador de sangue, é peça fundamental para que várias vidas possam ser salvas. O sangue doado pode ser utilizado em pessoas que perderam muito sangue e precisam repor, para cirurgias muito longas onde é preciso manter a qualidade do sangue do paciente e para tratamento de outras doenças como hemofilia.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não há mais ninguém para cantar a história

Quando se fala de música, é difícil não lembrar dos músicos ambulantes. Homens, mulheres, famílias que ganham a vida distribuindo arte pelas ruas. São figuras certas em lugares como Paraty, Penedo, Visconde de Mauá, Conservatória, que podem ser hippies ou não. Em Volta Redonda já não se encontra mais esses artistas. O que se vê hoje são ruas vazias, sem a alegria das notas musicais que soaram aos ouvidos dos que passavam por ali, entre um passo e outro da correria do dia a dia.

Estes artistas ficavam pela Vila Santa Cecília, cantando e esbanjando talento. Quando criança, me lembro de alguns que aos sábados se concentravam em busca de algum reconhecimento. Até pouco tempo um ainda permanecia, era um índio que cantava e encantava com sua flauta, e no fim do dia recebia alguns trocados.

É inevitável não se questionar: onde eles foram parar? Talvez nossa cidade tenha mesmo perdido a cor e esses artistas se sentiram desvalorizados, ou talvez, existam poucos destes por aí, e VR não tem espaço ou não faz parte do ‘cardápio’ deles. Mas é impossível não dizer que fazem falta. Eles coloriam a nossa cidade cinza.

Conversando com uma autêntica andarilha e hippie por paixão, Fabiana Amado, a Bia, conta que por aqui não se encontram mais músicos itinerantes, e indica cidades como as que citei acima. “Aqui na região é muito difícil de encontrar. Talvez em Penedo e Maromba. Mas em tempo frio como este, duvido que estejam de cara mostrando trabalho. Isso só se der sorte, porque tem muita gente ainda em Ibitipoca. Em Paraty é fato, tem uns caras que fazem poesias, mas não têm pontos certos. Hoje estão aqui e amanha só Deus sabe”! Ela tem razão, VR tem pouco dessa cultura. Os que permanecem pode ser pela proximidade a essas cidades turísticas e por Volta Redonda ser pequena.

Viver de música hoje no interior é mais que por amor. Quase nada se ganha por isso, só bem estar. Vânia Lee, cantora das antigas, sabe bem o que isso significa. Assume ter deixado um pouco de lado sua carreira musical para conseguir bancar aluguel, filho, faculdade e ter uma renda melhor. Hoje é professora de línguas, jornalista e dona-de-casa. “É difícil conciliar arte e profissão. Muitos vão em frente e conseguem. Eu preferi optar por voltar a estudar e seguir uma vida acadêmica.”

Outro músico que também defende a ideia de ter artistas de rua é Gilson Panda, baterista há mais de 40 anos e integrante da banda que toca Jazz, Bossa Nova, ‘Sambacana’, há 12 anos. Defende que este sumiço é devido a nossa cultura. “Volta Redonda é uma cidade de muitos talentos, mas nem todas as pessoas valorizam isso. No caso de músicos de rua, as pessoas passam, algumas param e aplaudem e outras ignoram. Além do mais é preciso ser músico e artista. Este conjunto é que traz sucesso”, afirma Panda, acrescentando que sua própria banda já teve a ideia de tocar nas praças, com objetivo de divulgar o trabalho e levar arte para população.

Assim como afirmam Vânia e Panda, talentos não faltam na cidade do Aço. Não se encontram mais músicos itinerantes, mas acham-se outros artistas de rua, como os pintores, artesãos, vendedores e até malabaristas de sonhos. Estes que com seus brinquedos artesanais atuam em algum canto da praça, e tem o poder de despertar em nós a criança que carregamos. Por alguns momentos nos sentimos felizes e renovados. Com os sonhos acordados. Por mais estranho que seja, a tendência será nos acostumarmos com a solidão da música, e termos em sonhos esses artistas que um dia cantaram histórias.

Thayra Azevedo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O jornalismo gastronômico e sua amante, a crítica

Para quem não sabe, daqui há um mês eu serei, enfim, JORNALISTA! E a minha 'querida' monografia é sobre Jornalismo Gastronômico. E para balancear minha ausência aqui, posto um artigo que escrevi sobre o a crítica neste jornalismo.

A crítica é o principal modelo do jornalismo cultural, talvez o que o fez existir por longos anos. Mas no século XXI, época da modernidade, da indústria do consumo, é notório a mudança dentro deste jornalismo, o que faz autores afirmarem que o jornalismo cultural não é mais o mesmo e que a crítica está em extinção, na época em que seria natural as coisas evoluírem.

O jornalismo cultural de hoje tem se expandido, apresentando vertentes como a gastronomia, a moda e o design: todos têm a crítica como principal modelo. Apesar deste crescimento, autores como Luiz Camillo Osório e Daniel Piza discutem a crise do jornalismo cultural e da crítica, que passou a ser mais entretenimento do que avaliação e campo de formação de opinião. O que reforça a ideia de cultura como produto, perdendo também seu público principal, de acadêmicos, escritores.

Mas é exatamente essa a ideia que o jornalismo gastronômico prega, o de vender produtos. E dentro dele não existe crise da crítica; pelo contrário, ele tem crescido cada vez mais, ganhado espaço em grandes publicações e perdendo o formato de receitas, e criando um modelo de reportagem. É um avanço, porque a alimentação também faz parte da cultura do ser humano.

No entanto, é preciso analisar, apesar de não haver crise no jornalismo gastronômico, ele apresenta uma crítica de interesses. Ter a proliferação da crítica neste jornalismo não representa a ausência da crise no jornalismo cultural, já que Piza acredita que é por este tipo de modelo que exista a crise.

O jornalismo cultural sempre foi visto como secundário, e o modelo aplicado nos jornais hoje, reforça esta ideia, a começar pelos nome: Segundo Caderno, no O Globo e Caderno 2, no O Estado de São Paulo. Existe muito mais a se fazer por este jornalismo, e se for para viver de crítica, que pelo menos retorne com o modelo original, o de reflexão.

Mas nada o comprometo o bom andamento do jornalismo gastronômico. Depois que conheceu a crítica e a crônica, passou a tê-las como razão de sua existência, já que neste jornalismo o personagem principal muitas vezes é o jornalista, que, ao opinar, mostra seu rosto, passando assim a ter uma autoridade diferenciada da conquista pelos jornalistas das editorias já consagradas. Neste jornalismo o que fala não é o bom texto, mas a credibilidade do crítico.

Se existe esta crise da crítica no jornalismo cultural, o jornalismo gastronômico deve ser excluído disso. Apesar de ser uma área nova, que ainda está criando seu modelo, já aparenta ser tendencioso para os interesses da elite, ele não largará a crítica. Além de a crítica ser a essência deste novo jornalismo, a sociedade compartilha da ideia de que é preciso ter ‘avaliação’ de alimentos, chefes e seus respectivos restaurantes. No universo da gastronomia o que mais tem movido são os interesses e estes a crítica conhece muito bem, porque diferentemente do jornalismo cultural, que não tem conseguido agradar nenhum segmento da sociedade, o gastronômico tem contribuído para levantar o ego de muita gente.

Thayra Azevedo

sábado, 6 de novembro de 2010

amar mais

"Tão sensível estou à frases românticas, até me inspiro a amar mais...
tão mais que meu coração nem aguenta quieto no peito, precisa suspirar".
Thayra Azevedo

Desejo do Meu Coração

*Toque No Altar

Do que adianta ter

As riquezas deste mundo?

Ou ser honrado por todos, se eu não

Estiver perto de ti

Estar contigo vale mais pra mim,

Que as dádivas de Tuas mãos

Só quero Tuas bençãosSe eu tiver

Tua presença

Dentro de mim

Te ouvir, te conhecer

É a maior riqueza

Que um homem pode ter, Senhor

Tu cumprirás o desejo do meu coração

Se eu te buscar

É impossível alguém estar perto de Ti

E tuas bençãos não ter

Não busco só Tuas mãos

Nem o que podes me dar aqui

Tua Glória quero tocar

Teu Rosto eu quero ver, Senhor!

Da Clarice

"Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão".
Clarice Lispector

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Grampos soltos

"Uma folha de papel contém o universo inteiro" - @minimalismos

"De repente as lágrimas rolam, o coração salta pela boca, a mão sua, a boca cola, o ar falta... só de imaginar você ao meu lado! Te amo" - @thayraazevedo

"...sem amor, a vida não vale a pena." - @taynahandrade

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A ÁGUA DO MUNDO

Leo Jaime

Vou correndo, como se isso me fizesse escapar dos pingos da chuva que se inicia. Menos tempo na chuva, pode ser ilusório, mas tenho a impressão de que ficarei menos molhado, de que chegarei menos ensopado. Com o canto do olho observo o senhor que com a mangueira termina de limpar a calçada, mesmo sabendo que a chuva há de modificar todo o cenário nos próximos instantes. Ou vai trazer de volta toda a sujeira que ele está tirando ou vai lavar outra vez o que ele acabou de lavar.

A água que cai do céu cai purinha, purinha, é o que penso enquanto corro dela. A água que cai do céu. Lembro-me do livro da Camille Paglia em que ela afirmava, ou pelo menos foi o que me recordo de ter dali subtraído, que o homem havia optado por viver em grupo por temor aos fenômenos naturais: chuvas, clima, terremotos etc. Foi preciso se unir contra as forças da natureza. As forças amorais na natureza. Quando passa um furacão levando tudo, bons ou os maus, estão todos ameaçados. Quando chove muito e tudo começa a inundar, anjos e demônios poderão estar, em breve, igualmente submersos. Quando a água falta, senhores e escravos morrem da mesma sede. Há forças mais poderosas que a maldade humana.

Os destinos turísticos são, em sua maioria, lugares interessantes por causa da água. Praias, lagos, rios, cachoeiras: somos naturalmente atraídos pela água. A simples vista para o mar ou rio já torna um ambiente mais interessante. Parece óbvio o que digo mas se levarmos em conta que grande parte do planeta é tomado por água isso passa a ser, sim, digno de nota: vivemos em meio a tanta água e ainda somos tão fascinados por ela! Nosso organismo é também, em sua maior porção, água. Somos água, viemos da água, para a água voltaremos e, enquanto tivermos como aproveitar a vida, queremos fazê-lo perto de alguma fonte de água límpida, na beira de um rio ou mar. Navegando, que seja. Queremos água.

Vivemos, porém, sob o alerta de que a água pode acabar. É preciso economizar. Parece absurdo, pois a água é absolutamente indestrutível! Se você toca fogo ela vira fumaça e depois volta a ser água, se congela ela derrete e volta a ser água, seja lá o que se faça com ela, a água volta a ser água depois de um tempo, pura e cristalina. E na mesma quantidade! Pois é. Mas pode voltar salgada. Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar? O prejuízo maior que a água pode sofrer é a poluição. Uma vez poluída a água pode demorar muitos anos para voltar ao seu estado natural, potável, como os pingos da chuva lá do início.

Volto ao início e ao senhor que tentava varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil? Não seria mais fácil varrer a folhinha ou pegá-la com a mão? Aquela água correria para o bueiro e se juntaria ao esgoto cheio de substâncias químicas e de lá iria parar sabe-se lá onde, mas, poluída, demoraria um tempo enorme para voltar para o reservatório d'água da cidade. Este tempo é que pode ser o suficiente para uma cidade entrar em caos por não ter o que beber. A água não vai "acabar" nunca, mas talvez, um dia, não possamos usufruir dela onde e como gostaríamos. Talvez as grandes desgraças naturais não nos metam tanto medo porque o que nos vai derrotar mesmo sejam as folhinhas nas calçadas. Aguadas de estupidez.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Homenagem ao meu pai

Se papai estivesse vivo ontem (31 de outubro) completaria 54 anos.
"As pessoas partem porque não sabem o quanto de dor e saudade deixam para trás, caso soubessem, preparariam o caminho para deixar os que ficam, mais consolados". Thayra Azevedo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Como se fosse a primeira vez

Vivi assim por muitas fases, anos, temporadas de cinza. Daí veio essa última paixão avassaladora. E de repente sei de novo como é me sentir viva pra valer. Inteira – não porque a paixão me complete, mas porque me faz ser mais verdadeira do que nunca

Texto: Roberta Faria

Tenho andado apaixonada. Imensamente apaixonada, pra ser sincera. Sabe aquelas bobagens que dizem? Ah, eu sinto todas: há borboletas na minha barriga, ando flutuando em nuvens, vejo o mundo cor-de-rosa e, se bobear, até fogos de artifício escuto.

Daí dão aqueles cinco minutos, e me acho ridícula: afe, não tenho mais idade para acreditar nesse tipo de mágica. Feito verão fora de época, daqui a pouco o transtorno passa – sempre passa, eu sei, já estive aqui antes.

Mas a verdade é que não quero que passe. E não (só) porque desta vez é diferente (embora ache que seja. A gente sempre acredita que a última paixão é a melhor de todas). Não quero que acabe porque essa paixão enorme de agora me fez perceber quanto tempo perdi vivendo desencantada.

É como a história do sapo na panela. Dizem que, se você jogar um sapo na água fervendo, ele sente a quentura e salta fora de pronto. Agora, se colocar o pobre sapo na panela com água fria, acender o fogo baixo, e a temperatura for subindo aos pouquinhos, ele nem percebe: morre cozido, sem tentativa de fuga.

Acho que se desapaixonar também é assim. Quando viu, a paixão passou, sumiu, mal se lembra como era. A vida continua. E fácil, fácil, assim como o sapo cozinha, a gente se acostuma a viver desapaixonado. No morno dos dias sem sal nem graça. Fazendo por fazer o que tem de ser feito – e achando que isso é tudo e nos basta.

Vivi assim por muitas fases, anos, temporadas de cinza. Daí veio essa última paixão avassaladora. E de repente sei de novo como é me sentir viva pra valer. Inteira – não porque a paixão me complete, mas porque me faz ser mais verdadeira do que nunca. Mais: me faz querer ser uma versão melhor de mim mesma. E acordo contente, durmo contente, rio sem motivo no meio do dia, com a certeza de que tudo no mundo vai dar certo agora.

Isso é o mais bonito: a paixão transborda. Pode ser paixão por alguém ou por alguma coisa – um trabalho, um plano, uma ideia, uma música até, dessas tão boas que a gente ouve sem parar. Ela inspira e contamina o resto da vida: apaixonados, tudo nos parece melhor, mais fácil, mais bonito. Os problemas importam menos, a gente releva as dificuldades, quer tanto (e tem tanto medo de não ter) que se dispõe a tudo.

Ai, ai, não quero que isso passe. Mesmo não tendo a menor ideia de como evitar que se esgote. Mesmo que entenda: é um ciclo. Mesmo sabendo que é ingênuo achar que a paixão pode ser permanente. Talvez não possa – mas, quem sabe, a gente consiga renová-la?

Quem sabe. Quem sabe a gente consiga enganar o tempo e a acomodação, desapegar-se do cinismo e do desencanto com o que não deu certo antes. E possa, enfim, se apaixonar mais uma vez. Por algo novo ou por algo velho. Não precisa ser amor: paixão vale pra tudo. Ela é nossa, só nossa, nunca está no outro: a gente que a põe nas coisas, quando as enxerga com olhos de primeira vez – mesmo que já tenha visto o filme tantas vezes antes.

Esta edição está cheia de histórias de pessoas arrebatadas. Algumas permaneceram em suas paixões, outras mudaram muitas vezes. Não encontramos uma fórmula. Mas há um ponto comum entre esses personagens: o desassossego. Talvez a única prevenção contra a falta de paixão na vida, afinal, seja a vontade louca (e feliz, e libertária, e tão corajosa) de se apaixonar de novo. E de novo. E de novo. Tantas vezes quanto quisermos. Eu quero.

domingo, 24 de outubro de 2010

Parabéns, Vovó

Hoje minha vozinha faz 72 aninhos. Não sei muito o que falar, acredito que EU TE AMO diz tudo!
"Ensina-nos a contar nossos dias, de tal maneira que
alcancemos corações sábios". Salmos 89:12

O Segundo turno

As primeiras eleições passaram e já estamos indo para a do segundo turno, e eu tinha decidido não me manifestar, no entanto para esta li alguns textos que me provocaram questionamentos. Desde que eu me entendo como uma pessoa de opinião percebi que o Brasil mudou sim, para melhor, pode ser ou é, mérito do governo Lula. Nosso país não é mais visto como apenas um lugar de ‘belezas’ e violência (coisas que se contradizem), coloco entre aspas porque o Brasil tem muitas coisas feias, maquiadas, um exemplo é o Rio de Janeiro. Tirando os pontos turísticos e as belas mulheres e homens malhados, a cidade maravilhosa é feia, suja e cheira mal, mas isso não vem ao caso. Então, nosso país mudou sim, para melhor. Neste governo o povo teve vez, logo não posso deixar de parabenizar o presidente.

Se o Lula tivesse concorrendo à presidência, sem dúvida não teria segundo turno, mesmo com a maravilhosa Marina Silva na disputa, no entanto os tempos são outros, ele colocou outra pessoa para representá-lo. Dilma Rouseff tem suas qualidades, é uma mulher de fibra, inteligente, sem contar que é uma mulher, o que implica que cada vez mais devemos acreditar na força e no poder feminino. Ai para contrapor tem o José Serra, tem lá suas qualidades, mas particularmente não gosto dele, então prefiro não falar.

Até aqui parece que votarei na candidata do Lula, mas aí entra outras questões, eu não gosto do vice de Dilma e não gosto do Serra, mas simpatizo com o vice dele. Não estou em nenhuma balança, mas se eu ficar vendo o horário eleitoral entro na campanha do voto nulo. Entra a reflexão de que essas brigas entre partidos estão ficando cada vez mais baixas, não merece meu respeito. O dia das eleições está próximo. Precisamos votar conscientes, é nosso futuro que está na ponta dos dedos do povo brasileiro, nas nossas próprias pontas de dedo.

Em vez de ficarem trocando acusações ou competindo para ver quem é o melhor, candidatos, mostrem para nós o que farão de bom para o povo. Precisamos de trabalho e de propostas decentes, que não seja apenas para competir com o adversário mostrando que você é melhor que ele. No dia 31 de outubro quero votar consciente, com a certeza de que fiz uma boa escolha, como cidadã, jornalista, cristã...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

No topo

* Roberta Faria

Está naquela categoria de coisas que nos repelem e atraem ao mesmo tempo: justamente porque dão medo, são irresistíveis. Ou o que mais, além do impulso da aventura, faria alguém em sã consciência inventar de subir no ponto mais destacado da paisagem? Lugares altos exercem fascínio na gente desde sempre: crianças escalam móveis e se debruçam em janelas, homens arriscam a vida em explorações de montanhas e invenções para tomar o céu, sociedades constroem monumentos gigantes para mostrar sua importância. Deve ser porque de lá a vista vai mais longe do que jamais conseguiríamos da nossa perspectiva diminuta. E alcançar o topo, ponto privilegiado aonde poucos se arriscam a chegar, nos faz poderosos: temporariamente, somos donos secretos daquele mundo que se descortina à frente.

E o engraçado é que, seja na escalada do Everest, seja no mirante da estrada, tudo se passa em poucos minutos. Porque essa é outra curiosidade a respeito dos lugares altos – levamos mais tempo subindo do que apreciando. Lembro-me de morros em que me arrastei nos últimos passos, árvores que desbravei até o último galho frouxo, paredes que escalei até não sentir mais os braços, os degraus intermináveis de pontos turísticos. A chegada é um alívio do tamanho da conquista. Depois de algumas respiradas fundas, talvez umas fotos, um olhar em 360 graus, quero logo descer. Qualquer pessoa com bom-senso perguntaria: mas tanto esforço só pra isso? Provavelmente, essa é uma pessoa com medo de altura. Porque, o mais importante sobre os lugares altos, quem sobe sabe: não é necessariamente a vista que eles nos proporcionam, mas a sensação de que somos capazes de chegar lá.

Da Revista Sorria: http://revistasorria.com.br/site/edicao/no-topo.php

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Esperar

"Espera no Senhor, anima-te e, ele fortalecerá o teu coração;
espera, pois, no senhor".
SL 27:14

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Justificativa

Tempo não para por aqui. Mas não vim falar de falta de tempo. Cansei de textos referentes ao meu cansaço e a falta de disponibilidade. Vim dizer um oi, talvez, vim só para dizer que está tudo bem! Com a correria do último período da faculdade, faltam apenas dois meses para terminar, e uma monografia para fazer, realmente parar para dizer um olá fica cada vez mais escasso.

Não sei se comentei aqui, mas meu tema na monografia é Jornalismo Gastronômico e, eu estou AMANDO. Então, isso justifica minha ausência!!!! rs

Vou deixar aqui uma coisa que aprendi hoje, em um curso que estou fazendo de Turismo e Gastronomia.

Alguns tipos de queijos originados do Brasil:

  • Queijo de Colônia ou Colonial: Queijo levemente picante e saboroso,

produzido no estado do Rio Grande do Sul, principalmente no setor da

serra gaúcha.

  • Queijo-do-reino: Queijo esférico de superfície vermelha, com alto teor de

gordura muito consumido no Sudeste e em algumas áreas do Nordeste

do país.

  • Queijo coalho: Queijo pasteurizado, fabricado no nordeste do país,

sendo muito apreciado na forma de espetos assados na brasa. Muito

consumido em churrascos nas regiões Nordeste e Sudeste.

  • Queijo Minas: Queijo cru, composto de leite, sal e coalho, normalmente

produzido no sul de Minas Gerais. Muito consumido durante o café da

manhã.

  • Queijo prato: Queijo amarelado, facilmente fatiável, consumido em

praticamente todo o território nacional. Muito utilizado em sanduíches.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A vida vale a pena

"Deus nunca disse que a vida seria fácil.

Ele simplesmente prometeu que valeria a pena."

Paula S. Madeira de Mello

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Conflitos

*Banda Giom

Se tudo que sonhei não aconteceu, questiona meu coração... Se já é tarde e Deus não me respondeu | Será que foi tudo em vão? Ou será que eu não entendi que o tempo Dele não é o meu? Será que Deus falou comigo e eu não escutei?

Vou me esvaziar pra Deus me encher dos sonhos Seus Todos os meus conflitos serão resolvidos | Se eu descansar em Deus Vou me esvaziar pra Deus, me encher dos sonhos Seus Todos os meus conflitos serão resolvidos | Se o meu coração se encher de Deus Ou será que eu não entendi que o tempo Dele não é o meu? Será que Deus falou comigo e eu não escutei? De Tua vontade, Tua verdade, do Teu espírito, de Tuas primícias; Então me inundas, com Tua presença! Me faz sensível à Tua voz!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Remédio para TPM!

Gente, olhando hoje o blog http://casamenteiras.com.br, me deparei com algo maravilhoso, criativo e fofo. Remédio para TPM, criado pela www.mariabrigadeiro.com.br. Não é uma gracinha? A ideia é maravilhosa, uma caixinha em forma de remédio, recheada de brigadeiros, com o objetivo de combater a TPM.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Memória ‘em forma’: alimentos que estimulam o cérebro

Que certos tipos de alimentos fazem bem para saúde todos sabemos, ainda mais os workaholics (apaixonados pelo trabalho) como eu. Quem trabalha com a mente precisa ter uma alimentação balanceadíssima e, quem não come carne (eu, por exemplo) deve tomar cuidado dobrado. Então, começo esta segunda (véspera de feriado) com uma dica de bons alimentos para nossa mente. Para continuar deixando nossa memória boa, ou quase, né? Rsrs Já que são tantas tarefas, que sempre esquecemos algo.

A fisetina é uma substância que se encontra no morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã e também na cebola e espinafre. Segundo o Instituto Salk, na Califórnia (EUA), essa substância vem sendo considerada fundamental para manter a memória jovem, porque sua função é estimular a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações) e fortalecê-las. Os alimentos deste grupo contêm substâncias que facilitam a comunicação entre os neurônios, aumentando também a capacidade de pensar, se concentrar, aprender e memorizar. Confira abaixo alguns nutrientes e minerais amigos do cérebro:

- Zinco, Selênio, Ferro e Fósforo: Sais minerais que participam de inúmeras trocas elétricas e mantêm o cérebro acordado e ativo (elétrico). Presente em todas as sementes e grãos, em raízes e nas folhas verde escuro, iogurtes.

- Vitamina E: Poderosa ação antioxidante. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Vitamina C: Famosa ação antioxidante. Presente nas sementes frescas e cruas que foram pré-geminadas, assim como na maioria das frutas.

- Vitaminas do complexo B: Regulam a transmissão de informações (as sinapses) entre os neurônios, presente nas sementes e nas fibras dos alimentos integrais e proteínas.

- Bioflavonoides: São polifenois com forte ação antioxidante. Além das sementes, são encontrados também no limão, frutas cítricas, uva e nas folhas verde escuro.

- Colina: Participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Acetil-colina: Um neurotransmissor, fundamental para as funções de memorização no hipocampo. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Fitosterois: Estimulante poderoso do sistema de defesa do organismo, reduzindo proliferação de células tumorais, infecções e inflamações. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Fosfolipídeos (entre eles a Lecitina): Funcionam como um detergente, desengordurando todos os sites por onde passa. Além disso, participam na recuperação das estruturas do sistema nervoso e da memória. Presente em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

- Ômega-3: Funciona como um antiinflamatório poderoso, evitando a morte dos neurônios. Existem somente três fontes: os peixes de águas frias e profundas e as sementes de linhaça e prímula.

- Carboidratos: A glicose é a energia exclusiva do cérebro. Por isso, ficar muito tempo sem comer carboidratos diminui a atividade mental. Carboidratos complexos (pão, batata, grãos) são absorvidos mais lentamente, fornecendo energia de forma regular. Já o açúcar dos doces é absorvido tão rapidamente que é armazenado como gordura, sem fornecer energia de modo constante.

- Cafeína: É um potente estimulante do sistema nervoso central. Tem efeitos positivos, como aumento da disposição física e diminuição do sono. Em excesso, causa danos à memória. Café e chá verde.

- Triptofano: Aminoácido que atua no sono e na performance cerebral. Pode ser encontrado no leite, queijo branco, nas carnes magras e nozes.

* Do yahoo.com